Campanha de Flávio monta defesa sobre Gaspar, e aliados de Lula preveem ofensiva sobre vice após fim do prazo de registro
Deputado tem emenda enviada a cidade alagoana alvo do TCU e acusação de estupro sob análise
Cristiano Mariz
A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) provocou movimentações nos bastidores do partido após a repercussão de acusações envolvendo o parlamentar, que nega as denúncias.
De acordo com informações divulgadas, a direção do PL passou a atuar em duas frentes: uma política, para minimizar os impactos sobre a campanha, e outra jurídica, buscando acelerar esclarecimentos sobre o caso. A estratégia é evitar que o assunto domine o debate durante o período eleitoral.
Nos bastidores, integrantes da campanha avaliam que a indicação de Gaspar tinha como objetivo fortalecer a chapa em temas como segurança pública e combate à corrupção. No entanto, a repercussão das acusações acabou desviando o foco do anúncio.
Enquanto isso, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estudam o momento mais adequado para intensificar as críticas ao adversário. A avaliação, segundo interlocutores, é aguardar o encerramento do prazo para registro das candidaturas antes de explorar politicamente o episódio.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou publicamente a escolha de Alfredo Gaspar por meio das redes sociais. Em resposta, o deputado afirmou que não é investigado no procedimento relacionado às emendas parlamentares mencionadas e sustentou que os recursos destinados ao município citado seguiram os trâmites legais.
Lideranças do PL também defenderam a indicação do parlamentar, classificando as acusações como infundadas e afirmando que o partido já tinha conhecimento do caso antes da definição da chapa. A legenda mantém a posição de que o episódio não altera a estratégia da campanha.