Casos de dengue e chikungunya aumentam mais de 25% em Alagoas e estado registra seis mortes

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Casos de dengue e chikungunya aumentam mais de 25% em Alagoas e estado registra seis mortes
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Os casos prováveis de dengue e chikungunya aumentaram mais de 25% em Alagoas desde o último levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). De acordo com o novo Panorama Mensal das Arboviroses, o estado registrou 5.937 casos prováveis de dengue, chikungunya e zika entre 1º de janeiro e 10 de agosto, além de seis mortes confirmadas.

Do total, são 4.198 casos prováveis de dengue, 1.694 de chikungunya e 45 de zika. Na comparação com o levantamento anterior, a dengue teve aumento de 26,3%, com 875 novos registros, enquanto a chikungunya cresceu 30,5%, com 396 casos a mais. Os registros de zika passaram de 41 para 45, uma alta de 9,8%.

O estado também confirmou duas novas mortes no período: uma provocada pela dengue e outra pela chikungunya. Com isso, Alagoas soma três óbitos por cada uma das duas doenças.

Chuvas e calor favorecem proliferação do mosquito

Segundo o infectologista Renne Oliveira, o aumento dos casos está relacionado à combinação de chuvas, temperaturas elevadas e acúmulo de água parada, condições que favorecem a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses.

A dengue continua sendo a doença com maior número de registros no estado. O médico também chama atenção para a circulação simultânea dos quatro sorotipos do vírus e para a quantidade de pessoas que ainda estão suscetíveis à infecção.

A chikungunya apresentou o maior crescimento proporcional entre as doenças analisadas. Além dos sintomas iniciais, a doença pode provocar dores articulares persistentes.

“Ela pode provocar dores articulares intensas e prolongadas, que duram semanas ou até meses, especialmente em idosos”, explicou o infectologista.

Já no caso da zika, a principal preocupação está relacionada às gestantes, devido ao risco de complicações neurológicas no feto.

Prevenção

Para o especialista, a principal forma de combater a proliferação das arboviroses continua sendo a eliminação dos focos de água parada, onde o Aedes aegypti deposita seus ovos.

Mesmo após o período de chuvas, os cuidados devem continuar. Isso porque os ovos do mosquito podem permanecer em locais secos por meses e eclodir quando entram novamente em contato com a água.

A recomendação é manter caixas-d’água fechadas, eliminar recipientes que possam acumular água e verificar regularmente quintais, calhas, vasos de plantas e outros locais que possam servir de criadouro para o mosquito.


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