Justiça mantém medidas de controle sobre mineradora em Craíbas, no Agreste de Alagoas
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A Justiça de Alagoas negou o recurso apresentado pela mineradora Vale Verde e manteve as medidas de controle impostas às atividades de mineração realizadas em Craíbas, no Agreste do estado. A decisão mantém todas as determinações estabelecidas após uma ação civil pública movida pela Defensoria Pública de Alagoas.
A ação foi motivada por relatos de moradores sobre rachaduras em imóveis e pelo aumento de tremores de terra registrados na região, que estariam relacionados às atividades de mineração.
Com a decisão, a Vale Verde permanece obrigada a apresentar um plano de monitoramento sísmico independente, com definição de limites para o uso de explosivos. A empresa também deverá entregar um relatório detalhado sobre o histórico das detonações realizadas na mina e os possíveis impactos provocados.
Em caso de descumprimento das determinações, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil, limitada ao valor de R$ 200 mil. A decisão também apontou problemas no modelo atual de monitoramento, já que a própria mineradora é responsável pelo acompanhamento dos abalos provocados pelas atividades.
Medidas também envolvem órgãos públicosAs determinações judiciais também estabelecem obrigações para o poder público e os órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental.
As prefeituras de Craíbas e Arapiraca deverão criar canais diretos de comunicação para que moradores possam registrar denúncias e informar possíveis danos relacionados à atividade de mineração.
O Governo de Alagoas terá prazo de até 30 dias para informar à Justiça se possui capacidade técnica para realizar perícias ambientais e geológicas independentes na região.
Já o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) fica impedido de renovar as licenças ambientais da mineradora sem a realização de uma nova vistoria técnica independente.
O órgão também deverá encaminhar à Justiça todo o processo de licenciamento da empresa e realizar inspeções nas comunidades que possam ter sido afetadas pelas atividades de mineração.
A decisão mantém as medidas até que sejam produzidas novas avaliações técnicas capazes de esclarecer os impactos da atividade mineradora sobre as comunidades e o meio ambiente da região.