Cabo da PM preso após vídeo com uso de drogas diz ter enfrentado estresse pós-traumático
Militar de Alagoas afirmou à Corregedoria que gravação foi feita em 2025, após ser ferido em uma ocorrência; caso segue sob investigação
3º Batalhão da Polícia Militar - Foto: BPM
O cabo da Polícia Militar de Alagoas preso após o vazamento de um vídeo íntimo em que aparece usando uma substância entorpecente e exibindo uma arma de fogo afirmou, em depoimento à Corregedoria-Geral da corporação, que enfrentava um período de estresse pós-traumático quando a gravação foi realizada.
O militar, que é lotado em Arapiraca, teve a prisão disciplinar decretada no último dia 20 após a divulgação do vídeo. A conduta é investigada administrativamente pela PM por possíveis transgressões disciplinares relacionadas ao uso de drogas e à exposição do armamento.
Cabo afirma que vídeo foi gravado em 2025Segundo o depoimento, o vídeo foi produzido em 2025, durante uma fase que o policial classificou como crítica em sua vida pessoal. Ele relatou ter sido ferido durante uma ocorrência policial e afirmou que, após o episódio, passou a enfrentar problemas relacionados ao consumo de álcool e drogas.
O cabo também relacionou o agravamento da situação às diversas transferências de unidade pelas quais passou ao longo do período.
Ainda de acordo com o militar, ele procurou atendimento no Centro de Atendimento Psicossocial de Arapiraca, mas afirmou que o acompanhamento não teria apresentado os resultados esperados. Posteriormente, decidiu se internar voluntariamente e permaneceu em tratamento por aproximadamente quatro meses.
Arma exibida no vídeo também é investigadaDurante o depoimento, o policial afirmou não se lembrar se a arma que aparece nas imagens era de propriedade particular ou pertencia à corporação.
Atualmente, segundo o militar, ele não está utilizando armamento. Embora tenha sido autorizado a retornar às atividades em julho deste ano, permanece submetido a medidas cautelares, o que restringe sua atuação.
Caso veio à tona após vazamento do vídeoO caso ganhou repercussão após um vídeo íntimo do cabo ser divulgado, mostrando o militar consumindo uma substância aparentemente entorpecente e exibindo uma arma de fogo.
A divulgação das imagens levou a Polícia Militar a instaurar procedimentos para apurar a conduta do agente e verificar eventuais infrações disciplinares.
A prisão determinada pela corporação tem natureza disciplinar e ocorre no âmbito administrativo. O caso continua sendo apurado pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Alagoas, que deverá analisar o depoimento do cabo, as imagens e os demais elementos reunidos na investigação antes de definir eventuais responsabilidades e sanções.