Estudante denuncia agressão durante protesto contra Flávio Bolsonaro em Maceió
Confusão ocorreu em passarela próxima à Ufal; jovem afirma ter sido arranhada por uma mulher que estaria usando uma tesoura e relata que outros apoiadores participaram do confronto
Internet
Uma manifestação contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) terminou em confusão e denúncia de agressão na tarde desta terça-feira (25), em Maceió. O episódio aconteceu durante a passagem de uma carreata pela região da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Segundo o relato da estudante de Serviço Social Anastácia Neruda, a confusão começou quando manifestantes colocaram faixas de protesto em uma passarela próxima à universidade. Entre as mensagens estavam frases contra o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a estudante, uma mulher teria tentado retirar e rasgar uma das faixas utilizando uma tesoura. Anastácia afirma que se aproximou para impedir a retirada do material e começou a gravar a situação.
Ainda segundo o relato, a discussão rapidamente se transformou em confronto. A jovem afirma que foi ameaçada e arranhada pela mulher, enquanto outros dois homens teriam se aproximado e participado da retirada e destruição da faixa.
“Enquanto tentava fazer uma barreira entre ela e a faixa, ela me arranhou. Em seguida, chegaram mais dois homens, que começaram a rasgar a faixa junto com ela e vieram na minha direção”, relatou a estudante nas redes sociais.
Antes do episódio na passarela, Anastácia também relatou ter sido abordada de forma agressiva por um homem enquanto aguardava um amigo em um ponto de ônibus. Segundo ela, o homem teria questionado sua participação no protesto e apontado o dedo em seu rosto.
🎥 Confusão foi registradaParte da confusão foi registrada em vídeos que circulam nas redes sociais. As imagens mostram o momento de tensão entre manifestantes e pessoas que acompanhavam a carreata.
Até o momento, não há informação sobre registro de ocorrência policial relacionado ao episódio. Os relatos apresentados pela estudante ainda não foram objeto de conclusão oficial sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre violência e intolerância durante manifestações políticas, especialmente em um período de intensa mobilização eleitoral em Alagoas.