A realização do primeiro Festival Internacional de Cultura de Maceió marca uma iniciativa da gestão do prefeito Rodrigo Cunha voltada à valorização da cultura e à ampliação da projeção da capital alagoana. O histórico bairro de Jaraguá tornou-se ponto de encontro de manifestações culturais de Alagoas, de diferentes regiões brasileiras e de outros países.
Promovido pela Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), o festival reúne grupos de Alagoas e de estados como Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará, além de representantes internacionais da Colômbia, México e Croácia.
Na abertura oficial, Rodrigo Cunha ressaltou justamente essa capacidade de Maceió reunir diferentes povos e tradições. A proposta fortalece uma política cultural que não se limita aos grandes espetáculos, mas abre espaço para artistas populares, mestres da cultura, estudantes, artesãos e pequenos empreendedores.
Um dos aspectos de maior alcance social aconteceu antes mesmo da abertura oficial. A programação chegou a mais de 30 unidades escolares da capital, permitindo que crianças e adolescentes tivessem contato com apresentações e manifestações culturais nacionais e internacionais.
A cultura alagoana, porém, ocupa lugar central. Coco de roda, guerreiro, pastoril, pífano, bumba meu boi, afoxé, quadrilha e outras expressões tradicionais dividem espaço com atrações de fora do estado e do país. É nesse encontro que Maceió deixa de ser apenas anfitriã e passa também a apresentar sua própria identidade aos visitantes.
A escolha de Jaraguá reforça esse simbolismo. Um dos espaços históricos mais importantes da capital ganha movimento, público e manifestações artísticas, aproximando patrimônio, turismo, cultura e economia criativa.
O reconhecimento aos personagens que ajudaram a construir a história cultural da cidade também ganhou destaque. Os sete polos do festival homenageiam Arnaldo Ferjú, Benedito Mossoró, Fátima Menezes, Peró Batista, Mestre Geraldo, Cacá Diegues e José Acioli.
A homenagem ao Mestre Geraldo ganhou significado especial. O palco principal recebeu seu nome e sua trajetória foi lembrada durante a abertura, com participação do grupo Axé Zumbi, fundado pelo mestre. O Balé Folclórico de Alagoas, Transart, que completa 50 anos em 2026, também integra as homenagens.
Além do valor artístico, o festival abre oportunidades para a economia criativa. Mais de 50 empreendedores locais ligados ao artesanato e à gastronomia participam da programação, criando circulação econômica associada diretamente à realização do evento.
Ao apostar em um festival internacional com participação gratuita do público, a administração municipal associa a agenda cultural à ocupação dos espaços públicos, ao turismo e à valorização dos artistas locais.
Rodrigo Cunha afirmou durante a abertura que esta é apenas a primeira edição e manifestou a intenção de consolidar a iniciativa no calendário da capital.
Se essa continuidade ocorrer, Maceió poderá transformar o festival em mais uma vitrine permanente para sua produção artística e para o intercâmbio com outras culturas.
A primeira edição já carrega um significado importante: enquanto recebe expressões culturais do Brasil e do exterior, Maceió mostra que também possui história, artistas, mestres e tradições capazes de ocupar o centro do palco.
É nesse movimento que a iniciativa conduzida pela gestão Rodrigo Cunha ganha relevância. A capital abre suas portas para o mundo sem deixar de colocar a cultura alagoana sob os holofotes.