O técnico Abel Ferreira revelou detalhes da preparação do Palmeiras para disputas de pênaltis após a classificação da equipe à final da Copa Libertadores da América. Nesta quarta-feira (22), o time paulista eliminou o Fluminense nas penalidades, com participação decisiva do goleiro Carlos Miguel, responsável por defender a cobrança de Nonato.
Abel explicou que não costuma assistir às cobranças durante as disputas, prática adotada ao longo de sua passagem pelo clube. Após acumular derrotas nesse tipo de decisão, o treinador afirmou ter estabelecido um protocolo interno para orientar a equipe.
Segundo o português, a preparação durante os treinamentos não consegue reproduzir a pressão emocional de uma disputa oficial.
“Todos os pênaltis que tiveram aqui, acho que não vi nenhum. Fiz o trabalho que tinha que fazer com os jogadores durante a semana. Não os preparei para bater, porque, em termos de treino, nada replica a emoção do jogo”, afirmou.
O treinador reconheceu que o Palmeiras já foi eliminado em disputas anteriores, mas destacou que o resultado desta quarta-feira foi consequência do trabalho realizado.
“Perdemos algumas vezes nos pênaltis. Agora, ganhamos por competência, mérito e preparação”, declarou.
O goleiro Carlos Miguel voltou a ser decisivo em uma classificação do Palmeiras. Depois de contribuir para a eliminação da LDU na fase anterior, o jogador defendeu a cobrança de Nonato contra o Fluminense e ajudou a garantir a vaga na decisão.
Abel Ferreira aproveitou a entrevista para elogiar o goleiro e saiu em defesa do atleta diante de críticas por falhas recentes.
“Estamos aqui por causa do Carlos Miguel. Nós só estamos a jogar contra o Fluminense por causa do Carlos Miguel. O erro faz parte do crescimento do atleta”, disse o treinador.
Abel também destacou a importância da capacidade dos jogadores de lidar com a pressão. Quatro atletas que participaram da última Copa do Mundo converteram suas cobranças, segundo o relato do treinador.
O comandante, porém, ressaltou que não existe uma fórmula capaz de garantir o sucesso nas penalidades, mesmo com preparação específica.
“Não há receitas mágicas. Perdemos tantas vezes em pênaltis que decidi criar um protocolo. Seguimos ele. Podemos ganhar ou perder”, afirmou.
O técnico acrescentou que já conversou com a presidente e com o diretor do clube sobre o assunto e voltou a enfatizar a dificuldade de reproduzir, nos treinos, a intensidade emocional de uma decisão.
Com a classificação, o Palmeiras disputará a final da Libertadores no dia 28 de novembro, um sábado. A decisão será realizada em jogo único, em Montevidéu, no Uruguai.
Antes da final continental, a equipe volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, quando enfrentará o RB Bragantino.