PT declara apoio à reeleição de Motta e se une ao Centrão

Com a adesão da federação PT-PCdoB-PV, partidos que apoiam o presidente da Câmara somam 361 deputados eleitos para 2027

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

A federação formada por PT, PCdoB e PV decidiu, por unanimidade, apoiar a reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O anúncio foi feito nesta terça-feira (27), pelo líder do PT na Casa, Pedro Uczai (SC), após uma reunião com o parlamentar.

A decisão aproxima os partidos de esquerda do Centrão e amplia a articulação em torno da permanência de Motta no comando da Câmara a partir de 2027. O movimento também busca impedir que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, conquiste a presidência da Casa.

“ Nós queremos construir um bloco para dar governabilidade à pauta do governo, avançar a pauta do governo do presidente Lula aqui na Casa”, afirmou Uczai. “Nós estamos compondo um bloco, um bloco junto com o centro”, acrescentou.

Segundo o petista, a aliança pretende criar condições para a tramitação de propostas do governo federal e evitar o avanço de pautas que os partidos consideram retrocessos. Ele classificou a composição como estratégica para os próximos quatro anos.

Bloco reúne 361 deputados eleitos

Com a adesão da federação, os partidos que declararam apoio à reeleição de Motta passam a reunir 361 dos 513 deputados federais eleitos para a próxima legislatura.

A federação de PT, PCdoB e PV conquistou 88 cadeiras, sendo 70 do PT. O bloco do Centrão já reunia 252 parlamentares, enquanto PSB e PDT acrescentaram outros 21 deputados.

A articulação ganhou força em 14 de outubro, quando dez partidos anunciaram apoio conjunto a Motta: União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, PRD e Solidariedade. Na semana passada, PSB e PDT também aderiram ao movimento.

Aliança busca conter avanço do PL

O PL terá a maior bancada da Câmara a partir de fevereiro. A legenda passou a defender uma candidatura própria à presidência da Casa, levando Motta a intensificar as negociações com partidos de centro e de esquerda.

Uczai relacionou a articulação ao resultado da eleição presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de domingo (25).

“Quem foi derrotado no domingo, nós também queremos que seja derrotado aqui na Câmara dos Deputados”, declarou o líder petista.

Ele também afirmou que a oposição bolsonarista não representa as prioridades defendidas pela federação. “A extrema-direita não tem compatibilidade com a nossa pauta e com a pauta do governo do presidente Lula”, disse.


FONTE: Gazeta
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